quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Pra não dizer que não falei do prefeito

Nos últimos dias, temos acompanhado uma série de notícias sobre os passos do prefeito em exercício em suas funções, e o que fica claro pra mim, estudante de administração, é a falta de planejamento com as ações feitas em prol da melhoria coletiva. Não há um estudo sobre riscos, custos, impactos, etc. Usam o dinheiro do contribuinte e ele próprio como cobaias.

Na organização da prefeitura da capital de um Estado brasileiro, o que esperamos que nosso prefeito além de diretores, secretários e assessores, ao menos soubessem colocar em prática os ensinamentos adquiridos na faculdade que dizem ter cursado. Dizem.
O transito da grande Florianópolis é sem dúvida um grande desafio para todos. Surgiu então a ideia de "testar" o sistema de corredores de ônibus através de faixas marcadas na pista a fim de tentar alguma melhora no fluxo de veículos. Na primeira semana algumas alterações foram feitas principalmente no acesso à ponte, afinal trata-se de um "teste". Passado algum tempo, ainda não temos um resultado nem positivo e nem negativo sobre esse experimento.

Recentemente, a prefeitura decidiu bloquear a passagem de carros na Av. Paulo Fontes, no centro da cidade a fim de construir ali um passeio público. De fato a idéia é boa, mas não é essa a necessidade da cidade e sim mais opções de ruas e não menos. O transtorno obviamente é pra quem atravessa a ponte de carro. Se já era demorado antes, agora virou novela com o movimento de carros intensificado no acesso as pontes.

Após questionamentos sobre a justificativa dessa alteração, a prefeitura disse que essa é uma área que vai beneficiar a população (blá blá blá) e que se caso houvesse necessidade tudo seria desfeito e voltaria como era antes. Mais um experimento com nosso dinheiro e nossos nervos.

Por fim, a prefeitura por algum motivo obscuro ou por falto do que fazer achou que nesse momento, deveria reduzir o número de ônibus em algumas linhas do continente. No primeiro momento alegou que seria uma redução de custos em linhas e horários de pouco uso, contudo, não foi o que a televisão nos mostrou. No primeiro dia dos novos horários, ocorreu de ter os pontos de ônibus cheios, pessoas ainda mais atrasadas e mais transtorno para os usuários do transporte coletivo da capital.

Alguém fez uma pesquisa pra saber quais linhas e horários deveriam sofrer as alterações propostas? Duvido! No segundo momento a prefeitura disse que estava testando e que alguns acertos seriam feitos (blá blá blá). Mais uma vez, o que vejo é o "teste" sem planejamento. Ações aplicadas através de tentativas seguidas de erros são inadmissíveis em se tratando de dirigentes de uma capital.

Não sei como esses senhores se formaram na faculdade, se casaram, constituíram família, etc. Na tentativa e erro? Não deveria ser assim pra quem administra um município com cerca de 380.000 habitantes. Gostaria de ser informado sobre as ações futuras da prefeitura, ao menos pra me preparar para novos experimentos. Quem sabe tenha de comprar um tênis laranja pra poder sair na rua às segundas-feiras, ou usar crachá de identificação pra poder passar por determinadas ruas? Não sei, do jeito que vai, tudo é possível.


Colaboração

João Augusto Fantini

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A difícil arte de educar

Hoje uma reportagem no jornal do almoço tratou sobre a agressão que professores veem sofrendo nos últimos tempos da parte de alunos e pais. É lastimável a constatação de que os papéis da educação estejam deturpados, os pais na maioria das vezes mal preparados para esta condição, transferem para a escola, para o professor, um dever que é seu, o de educar seus filhos. Não cabe a escola educar e sim dar conhecimento, educação começa em casa, parece óbvio mas não é o que acontece. A formação do carácter do individuo se dá através de exemplos, e não través de ordens, de falta de incentivo, de falta de atenção, pais frustrados que não acompanham o desenvolvimento de seus filhos, que nunca param para conversar com seus filhos, que não sabem o que seus filhos gostam, o que pensam da vida, esses definitivamente não são bom exemplo. Só o que sabem fazer é mandar pra escola e esperar que está os eduque, a escola é um complemento muito importante na educação, mas não é única responsável. Enquanto pais transferirem sua responsabilidade em educar, ensinar o que é certo e errado, dar bons exemplos, estaremos formando calda vez mais adultos mal preparados, perdidos, passando por cima de tudo e de todos, e ai? Salve-se quem puder.

Sim eu sou fã do Luis Carlos Prates

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Ética médica Hospital Nereu Ramos

Apesar das desculpas tanto dos médicos como da direção do hospital, fica evidente a má fé dos profissionais da saúde que prestam atendimento público. Inaceitável o descaso com a população, um cidadão comum que necessita de atendimento de saúde pública, precisa enfrentar uma burocracia sem fim antes de finalmente se encontrar “cara a cara” com um médico especialista, no dia da consulta, tem que aguardar em uma fila que se forma por ordem de chagada, muito provavelmente no único dia da semana que o especialista está efetivamente trabalhando na unidade, e não somente com o “ponto batido”.

Na grande maioria dos departamentos públicos é isso que se vê, servidores buscando vida fácil, mamar nas tetas, uma dita estabilidade financeira e nenhum comprometimento profissional, com raras exceções. Acredito que se deva repensar sobre a carreira profissional antes de definir qual segui-la, a fim de evitar frustrações futuras, suas e daqueles que buscam por qualquer tipo de atendimento desses profissionais, evitando assim zombar da cara do pobre coitado que por qualquer razão necessite de amparo em uma instituição pública, sim, porque não vejo outra explicação para isso, não vejo outra forma de justificar a falta de ética desses profissionais que se julgam superiores em seus atos, escondidos atrás de um título e certificados por um concurso de classificação. Passar num concurso público pra mim só quer dizer que o sujeito é fraco para a vida, em geral um cargo público não exige iniciativa, determinação, não proporciona desenvolvimento profissional e muito menos pessoal. Volto a sugerir que se pense seriamente sobre a carreira profissional a ser seguida antes que nos tornemos pessoas frustradas e com isso prejudiquemos outras pessoas.

Notícia 01

Notícia 02

Notícia 03

Vamos acompanhar

terça-feira, 4 de agosto de 2009

TRT Julga greve de ônibus

Vejam só está notícia, eu como povo acho muito engraçado pra não dizer ridículo! Se eu deixo de pagar alguma conta, recebo uma ligação dizendo que estou devendo e que se não pagar serei punido com a inclusão do meu nome numa lista nacional de devedores, que me impedirá de usufruir de crédito, além de a minha dívida continuar aumentando até que eu a quite. Não é isso o que acontece? Então todos nós, povo, procuramos cumprir com nossas obrigações, e quando não conseguimos já sabemos o que vai nos acontecer, correto? Então alguém ai pode me explicar o que pretendiam os sindicatos, motoristas, cobradores, e o escambal, quando decidiram levar adiante seus objetivos de paralisação as ultimas consequências, infringindo uma lei que determina um número mínimo de ônibus em serviço durante a greve? Fazer-se ouvir é claro! Muitas são as reclamações da classe, tenho certeza que não preciso aqui listar uma por uma, e não o faria por não estar os defendendo. Uma vez que se sabe que determinadas atitudes acarretam em determinadas consequências, creio eu, que seria mais digno da parte dos sindicatos e afins que assumissem seus atos de cabeça erguida, não tentando fazer da gente, povo, burro de carga que sempre assume a pior parte, "trabalho", sem ao menos emitir um ai. Achei muito bom que o TRT tenha mantido a multa como punição pela infração da lei, na íntegra, não em forma de doação de sangue como queriam os réus. Isso mesmo, como diz a notícia, alegando que a cobrança da multa quebraria o sindicato, o mesmo sugeriu que doação de sangue como alternativa de multa. Ora! Me poupe! Na próxima vez em que me encontrar devedor, e não puder honrar com meus compromissos, vou sugerir o pagamento alternativo do mesmo. Olha se eu te pagar isso vou a falência, posso pagar doação de sangue? Será que vai colar?

Só pra não passar em brancas nuvens, quero ver bem de perto essa redução da tarifa.

Link da notícia publicada no Diário Catarinense 01

Link da notícia publicada no Diário Catarinense 02

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Província de Florianópolis

Um final de tarde com um pôr do sol maravilhoso de domingo depois de um final de semana de chuva e frio, três amigos já recuperados da noite anterior resolvem sair para aproveitar um pouco o clima mais ameno e a cidade. Já passado das 20hs os shoppings já estavam fechados, e a sugestão aceita por todos foi a de ir ao CIC dar uma olhada em alguma exposição, tomar um café e quem sabe um filme. Infelizmente não havia nenhuma exposição, só paredes de compensado escondendo grande parte da ala onde ficam as obras de arte, anunciando uma provável reforma no espaço, o que fazer então? Tomar um café e colocar o papo em dia é claro, isso também não foi possível já que o tradicional Café Matisse não se encontra mais no local, e nenhum substituto deu sina de vida. O ponto mais cultural da cidade se encontrava praticamente sem nenhum atrativo, o jeito era esperar pra pegar a próxima sessão de cinema, mas esta ia demorar um pouco pra começar e como não tinha nada pra se fazer ate lá, fomos embora comer uma pizza, com certeza uma pizzaria encontrariam em funcionamento, não deu outra. Papo vai, papo vem, satisfeitos com a saborosa pizza servida os amigos ainda queriam continuar a conversa, a famosa "esticadinha". Que tal um cafezinho no Goldem Café? A famosa casa 24hs junto ao shopping Beira Mar, por incrível que pareça, também estava fechada! É isso mesmo, as duas portas de acesso fechadas, alguns garçons arrumando ou desarrumando o ambiente, praticamente todas as cadeiras viradas para cima sobre as mesas, nenhuma iluminação, nenhuma sonorização. Resultado? Para não rodar mais pela cidade em vão, ás 22hs estavam todos em casa, afinal segunda-feria é dia de trabalho e blá blá bla, ainda bem que é, pois, depender da noite de domingo tá difícil.