sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Devaneios 2
Engraçado como costumamos idealizar a vida dos outros como "a ideal", no fundo sempre há um sentimento de que os defeitos só cabem a nós, enquanto os que a nossa volta se encontram são perfeitos por fora e por dentro. Uma autopunição que nos é comum, justifica todos os nossos fracassos e é inevitável a comparação mental de como os que nos cercam agiriam. Dariam o passo certo, na direção certa? Provavelmente sim, ou não, nunca saberemos! Cada cabeça uma sentença já dizia o ditado, o impressionante é o quanto acontecimentos que definitivamente não nos dizem respeito podem nos abalar emocionalmente. Talvez pelas pessoas envolvidas ou pelo fato en sí. Nunca imaginei presenciar o fim de um conto de fadas. Embora eu não acredite nisso ou não me julgue merecedor acho bonito quem acredita, investe, aposta, e luta para que tudo dê certo e assim como eu que não faço nada para que esse encantamento se concretize não alcança a tão cobiçada felicidade. O que vai ser de mim o imperfeito se as coisas não acontecem para os perfeitos, será que tenho chances?
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Devaneios 29/08/11 - 23:15:45
Há bastante tempo não publico nada, uma vida toda nova e cheia de atribuições fizeram com que minha atenção se direcionasse para outras coisas e como sempre a vida foi passando. Mesmo sem ter um motivo ou mesmo saber o que escrever, senti saudades e decidi recomeçar deixando as ideias tomarem forma, me sinto inclinado a descrever o que existe dentro de mim nesse momento apesar de não gostar de falar da minha pessoa. Tão melhor é opinar sobre os outros! Engraçado os outros, estes que nos cercam e com os quais querendo ou não criamos de certa forma um elo, seja ele qual for: simpatia, antipatia, carinho, rancor. Uma avalanche de sentimentos e relações que nos tornam quem somos e sem as quais não vivemos de forma verdadeira. Mesmo que a distância física e do tempo, ainda quero muito bem aos grandes amigos que fiz por ai, nossa tenho tantos amigos que se fosse conta-los precisaria de dedos emprestados, e se fosse escrever com toda certeza seria uma enciclopédia repleta de histórias: boas, engraçadas, sinistras, ruins, varias com toda certeza envolveriam uma garrafa de cerveja e muias, muitas gargalhadas. Gente que me acompanha desde sempre e gente que chegou há pouco, e passou tão rápido que nem sequer percebeu que passou, mas guardo sempre a lembrança de um ombro amigo disfarçado em um simples bate papo descontraído. É estranho como podemos guardar tantas lembraças e mais ainda sentir muito a falta delas. Misura de sentimentos, um olhar no futuro e outro no passado. As vezes seria bom ser como o caracol que carrega tudo de importante nas costas, não como um fardo, mas em segurança.
Perdi o "fio da meada" acho que por hoje chega, apesar de não conhecer a palavra moderação vou desenferrujar com calma.
Perdi o "fio da meada" acho que por hoje chega, apesar de não conhecer a palavra moderação vou desenferrujar com calma.
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